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quinta-feira, 22 de março de 2012

Rússia, condenada ao autoritarismo?

O governo centralizador do presidente Vladimir Putin reacendeu o debate sobre o espaço da democracia diante de uma tradição de regimes de força que marca a história política do país. A chegada ao poder de Putin com um modelo centralizador e autoritário de governo trouxe de novo à baila o tema do autoritarismo na Rússia. Estaria esse país condenado a não conseguir uma democracia plena e seguir sempre regimes de força?

Os defensores de tal visão apontam para a experiência histórica do país. O czarismo, até o início do século XX, era uma autocracia absoluta. Partidos políticos, uma Constituição e um parlamento (Duma) só foram legalizados, a contragosto, durante a chamada Revolução de 1905. Desde então, até 1917, a Rússia teoricamente passara a ser uma monarquia constitucional.

Mas, na prática, o regime era autoritário, pois o czar podia dissolver a Duma a qualquer momento, havia censura à imprensa etc. Após 1917, o comunismo soviético também foi um regime autoritário (totalitário, segundo alguns). Assim, antes da abertura de Gorbachev o único período em sua história em que a Rússia foi um país democrático foi entre as revoluções de fevereiro (democrático-burguesa) e de outubro (socialista) de 1917. Neste período o czarismo caíra, todos os partidos tinham liberdade de ação e a imprensa era livre.

Mas os críticos afirmam que esta foi a liberdade provinda da anarquia, já que o período foi caótico, com governos provisórios e duplo poder. Os anos 90, sob Yeltsin, deram esperança de que a Rússia pudesse seguir o caminho de uma verdadeira democracia pluralista. Apesar da crise econômica e o seriíssimo episódio autoritário do canhoneio do parlamento em 1993, de maneira geral a imprensa era livre e os partidos atuavam livremente. A chegada de Putin ao poder, com seu regime centralizador e algo autoritário, fez os críticos retomarem o velho tema: “Viu? a democracia não consegue fincar raízes sólidas na Rússia”.
Como avaliar esse legado? Haverá mesmo esse determinismo pairando sobre o povo de Dostoievski?
Sem negar o peso dos legados culturais, é importante notar que a história demonstra não haver fardos tradicionais que a modernidade (ou pós-modernidade) não consiga, para o bem ou para o mal, romper. Povos que se diziam condenados havia séculos ao imobilismo “de repente” mostram um dinamismo impressionante (veja-se o caso da China atual).

A Rússia já demonstrou seu potencial para transformações radicais, com rupturas profundas com o passado, como no caso da revolução soviética em 1917. A própria perestroika de Gorbachev rompeu o estereótipo do totalitarismo soviético como um regime fechado e impermeável a mudanças de dentro. Assim, os russos saberão encontrar seu próprio caminho. Não será por um aprisionamento do passado que a democracia não será possível no pais. Se há algo que a historia ensina é que o passado não aprisiona o futuro.

Escrito por: Angelo Segrillo é professor de história contemporânea da Ásia na USP. Especialista em Rússia e Eurásia, é autor de O declínio da URSS: um estudo das causas (Record, 2000) e de O fim da URSS e a nova Rússia (Vozes, 2000), entre outros livros.


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

URSS TUNGUSKA

O chamado Evento Tunguska até hoje é motivo de disputas apaixonadas entre aqueles que acreditam que a explosão tenha sido causada por uma experiência do cientista Nikola Tesla, por um buraco negro, antimatéria e até pela queda de um disco voador. Embora não haja nada do tipo "explicação oficial", a tese mais amplamente aceita pelos cientistas avalia que a devastação do Evento Tunguska foi feita pelo deslocamento de ar causado pela explosão de um cometa ou um meteorito a uma altitude entre 5 e 10 quilômetros
No vídeo-clipe do METALLICA Tunguska é o começo de uma história alternativa onde o meteorito traz um organismo alienígena que produz esporos capazes de reanimar tecidos mortos. Anos depois, a URSS usa a descoberta para sua “REVOLUÇÃO”, lançando os esporos sobre os EUA, apenas para assistir ao caos morto-vivo tomar conta das cidades. Sua oferta de “ajuda” chega quando o coração do capitalismo opressivo já não existe mais, e robôs soviéticos gigantes dominam a operação de limpeza do antigo Estados Unidos, agora parte da triunfante União Soviética.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

AS AÇÕES CRIMINOSAS DA REVISTA VEJA


8 de setembro de 2009
Por Altamiro Borges*
Os editores da revista Veja são de um cinismo depravado. Na edição desta semana, este panfleto da direita colonizada estampou mais uma capa com ataques ao MST. A manchete provocadora: Abrimos o cofre do M$T. A foto montagem: um boné da organização com dólares e reais. A chamada: “Como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra desvia dinheiro público e verbas estrangeiras para cometer seus crimes”.
Na “reporcagem” interna, nenhuma entrevista com lideranças dos sem-terra e nenhuma visita às escolas e assentamentos produtivos do MST. Como arapongas ilegais, ela se jacta de que “teve acesso às movimentações bancárias de quatro entidades ligadas aos sem-terra. Elas revelam como o governo e organizações internacionais acabam financiando as atividades criminosas do movimento”.
As quatro entidades – Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária (Concrab), Centro de Formação e Pesquisas Contestado (Cepatec) e Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac) – “receberam 43 milhões de reais em convênios com o governo entre 2003 e 2007”, resmunga a revista da Editora Abril, que sempre saqueou os cofres públicos.
Uma “reporcagem” interesseira
O novo ataque ao MST não é gratuito. Ele ocorre poucos dias após a jornada nacional de luta por mais verbas para a reforma agrária e pela atualização dos índices de produtividade, usados como parâmetros legais para a desapropriação de terras. Diante da sinalização do governo Lula de que atenderia as justas reivindicações, a revista Veja resolveu sair em defesa dos latifundiários e dos barões do agronegócio. Não há nenhuma investigação jornalística sobre as premiadas iniciativas educativas e sociais do MST. Apenas opiniões preconceituosas para criminalizar o movimento. Seu objetivo é asfixiar financeiramente o MST, fragilizando a heróica luta pela reforma agrária.
Daí a “reporcagem” esbravejar, num tom fascistóide, que “o MST é movido por dinheiro, muito dinheiro, captado basicamente dos cofres públicos e junto às entidades internacionais. Ao ocupar ministérios, invadir fazendas, patrocinar um confronto com a polícia, o MST o faz com dinheiro de impostos pagos pelos brasileiros e com o auxílio de estrangeiros que não deveriam se imiscuir em assuntos do país”. A matéria também serve de palanque para o tucano José Serra. “Aliados históricos do PT, os sem-terra encontraram no governo Lula uma fonte inesgotável de recursos para subsidiar suas atividades”. E ainda estimula intrigas. “O governo Lula agora experimenta o gosto da chantagem de uma organização bandida que cresceu sob seus auspícios”.
Resposta corajosa do MST
O MST já respondeu com altivez às provocações. “Não há nenhuma novidade na postura política e ideológica desses veículos, que fazem parte da classe dominante e defendem os interesses do capital financeiro, dos bancos, do agronegócio e do latifúndio, virando de costas para os problemas estruturais da sociedade e para as dificuldades do povo brasileiro. Desesperados, tentam requentar velhas teses de que o movimento vive à custa de dinheiro público. Aliás, esses ataques vêm justamente de empresas que vivem de propaganda e de recursos públicos ou que são suspeitas de benefícios em licitações do governo de São Paulo, como a Editora Abril”.
Quanto aos ataques, a nota é elucidativa. “Em relação às entidades que atuam nos assentamentos de reforma agrária, que são centenas trabalhando em todo o país, defendemos a legitimidade dos convênios com os governos federal e estaduais e acreditamos na lisura do trabalho realizado. Essas entidades estão devidamente habilitadas nos órgãos públicos, são fiscalizadas e, inclusive, sofrem perseguições políticas do TCU (Tribunal de Contas da União), controlado atualmente por filiados do PSDB e DEM. Elas desenvolvem projetos de assistência técnica, alfabetização de adultos, capacitação, educação e saúde em assentamentos rurais, que são um direito dos assentados e um dever do Estado, de acordo com a Constituição”.
Um negócio de 719 milhões de reais
Em mais este ataque colérico, a revista Veja prova que é imoral e cínica. Tudo que publica serve a objetivos políticos precisos, mas embalados na manipulação jornalística. De fato, muita coisa precisa ser investigada no país. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a mídia tornou-se uma urgência. No caso da Editora Abril, que condena o “auxílio de estrangeiros que se imiscuem em assuntos do país”, seria útil averiguar sua própria origem, quando o empresário estadunidense Victor Civita se mudou para São Paulo, em 1949, trazendo na bagagem um sinistro acordo com a Disney. Não é para menos que muitos o acusaram de “agente do império” e de servidor da CIA.
Quanto aos recursos públicos, seria necessário apurar as compras milionárias do governo tucano de José Serra das publicações da Abril. O Ministério Público Federal inclusive já abriu processo para investigar o caso suspeito. No embalo, poderia averiguar as recentes denúncias do jornalista Carlos Lopes, editor do jornal Hora do Povo. No artigo intitulado O assalto do grupo Abril aos cofres públicos na venda de livros do MEC, com base em dados do Portal da Transparência, ele mostra que “nos últimos cinco anos, o Ministério da Educação repassou ao grupo Abril a quantia de R$ 719.630.139,55 para compra de livros didáticos. Foi o maior repasse de recursos públicos destinados a livros didáticos dentre todos os grupos editoriais do país”.
A urgência da CPI da mídia
“Nenhum outro recebeu, nesse período, tanto dinheiro do MEC. Desde 2004, o grupo da Veja ficou com mais de um quinto dos recursos (22,45%) do MEC para compra de livros didáticos... O espantoso é que até 2004 o grupo Civita não atuava no setor de livros didáticos. Neste ano, o grupo adquiriu duas editoras – a Ática e a Scipione. Por que essa súbita decisão de passar a explorar os cofres públicos com uma inundação de livros didáticos? Evidentemente, porque existe muito dinheiro nos cofres públicos... O MEC, infelizmente, está adotando uma política de fornecer dinheiro público para que o Civita sustente o seu panfleto – a revista Veja”.
“Exatamente essa malta, cínica e pendurada no dinheiro público, acusa o MST de ter recebido, de 2003 a 2007, R$ 47 milhões em alguns convênios com o governo federal... Já o Civita recebeu só do MEC, entre 2004 e 2008, R$ 719 milhões, isto é, 17 vezes mais do que o MST – e não foi para trabalhar, mas para empurrar livros didáticos duvidosos, e a preço de ouro”, critica Carlos Lopes. Como se observa, uma CPI da mídia é urgente.
*Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB. (Texto publicado originalmente no Portal Vermelho)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

OUTUBRO (1927-SERGEI EISENSTEIN)


Conhecer a Obra de Sergei Eisenstein, é um dever de qualquer amante ou estudioso da arte chamada cinema, pois além de conter um grande material político histórico, as obras de Eisenstein são verdadeiras aulas de edição e montagem realizadas a partir de uma época áurea da revolução bolchevique até a ditadura implantada por Stalin. O filme aqui comentado é Outubro, um filme sobre a Revolução de Outubro de 1917 realizado em vistas da comemoração do seu décimo aniversário. Para a produção, Eisenstein contou com abundantes recursos e com toda a infra-estrutura de que necessitou. O Palácio de Inverno ficou a sua disposição durante meses e, como havia racionamento de energia, a cidade de Leningrado teve que permanecer sem luz durante várias noites em função do filme.