Conhecer a Obra de Sergei Eisenstein, é um dever de qualquer amante ou estudioso da arte chamada cinema, pois além de conter um grande material político histórico, as obras de Eisenstein são verdadeiras aulas de edição e montagem realizadas a partir de uma época áurea da revolução bolchevique até a ditadura implantada por Stalin. O filme aqui comentado é Outubro, um filme sobre a Revolução de Outubro de 1917 realizado em vistas da comemoração do seu décimo aniversário. Para a produção, Eisenstein contou com abundantes recursos e com toda a infra-estrutura de que necessitou. O Palácio de Inverno ficou a sua disposição durante meses e, como havia racionamento de energia, a cidade de Leningrado teve que permanecer sem luz durante várias noites em função do filme.
Esse blog tem a finalidade de falar de tudo um pouco,cotidiano,política,música,História,filosofia,etc.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
OUTUBRO (1927-SERGEI EISENSTEIN)
Conhecer a Obra de Sergei Eisenstein, é um dever de qualquer amante ou estudioso da arte chamada cinema, pois além de conter um grande material político histórico, as obras de Eisenstein são verdadeiras aulas de edição e montagem realizadas a partir de uma época áurea da revolução bolchevique até a ditadura implantada por Stalin. O filme aqui comentado é Outubro, um filme sobre a Revolução de Outubro de 1917 realizado em vistas da comemoração do seu décimo aniversário. Para a produção, Eisenstein contou com abundantes recursos e com toda a infra-estrutura de que necessitou. O Palácio de Inverno ficou a sua disposição durante meses e, como havia racionamento de energia, a cidade de Leningrado teve que permanecer sem luz durante várias noites em função do filme.
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terça-feira, 25 de agosto de 2009
CINEMA SURREAL
Quando falamos do Surrealismo movimento que surgiu na década 1920 inicialmente em Paris , sempre citamos às obras do pintor Salvador Dalí. Mas esquecemos que também existe o cinema surreal. O que vocês assistirão é um trecho do filme "Um Cão Andaluz".
Com apenas 17 minutos de duração, "Um Cão Andaluz" é considerado um dos filmes mais chocantes, surpreendentes e revolucionários da história do cinema. O filme de estreia do cineasta espanhol Luis Buñuel, em parceria com Salvador Dali, foi realizado na França, em 1928 e fez parte da eclosão do movimento surrealista, cujos princípios fundamentais eram a contestação dos valores burgueses, a abolição da lógica cartesiana na produção artística e a denúncia do absurdo das instituições (Estado, Igreja, etc.) que exprimiam preocupações com a moral e as convenções e, ao mesmo tempo, consentiam com o envio de milhares de homens para a morte nos campos de batalha. Esse filme é constituído de uma série de sequências de cenas absurdas e sem ligação aparente, como em um sonho a se fundir com a realidade.
Com apenas 17 minutos de duração, "Um Cão Andaluz" é considerado um dos filmes mais chocantes, surpreendentes e revolucionários da história do cinema. O filme de estreia do cineasta espanhol Luis Buñuel, em parceria com Salvador Dali, foi realizado na França, em 1928 e fez parte da eclosão do movimento surrealista, cujos princípios fundamentais eram a contestação dos valores burgueses, a abolição da lógica cartesiana na produção artística e a denúncia do absurdo das instituições (Estado, Igreja, etc.) que exprimiam preocupações com a moral e as convenções e, ao mesmo tempo, consentiam com o envio de milhares de homens para a morte nos campos de batalha. Esse filme é constituído de uma série de sequências de cenas absurdas e sem ligação aparente, como em um sonho a se fundir com a realidade.
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

A Revolução industrial consolidou o sistema capitalista. Diversos fatores contribuíram para a Inglaterra nesse processo, sobre tudo a acumulação de capitais ocorrida entre os séculos 16 e 18.
Nessa época a Coroa britânica estimulava o ataque de corsários (piratas legalizados) às embarcações espanholas carregadas de metais preciosos, o que constituía importante fonte de riquezas.
A assinatura do Tratado de Methuen (conhecido por Tratado de Panos e Vinhos) com Portugal em 1703 também contribuiu para acumulação primitiva de capitais por parte da Inglaterra. De acordo com esse tratado os ingleses forneciam tecidos a Portugal, que pagava com ouro extraído de Minas Gerais. Todo o lucro obtido com essas exportações foi investido na indústria.
Outros fatores que geraram capitais foram a exploração colonial, a produção de manufaturados e as práticas protecionistas, como cobrança de impostos alfandegários sobre produtos importados.
Enriquecida a burguesia inglesa conquistou mais poder político, principalmente após a Revolução Gloriosa, que lhe garantiu participação no Parlamento. Para defender seus interesses, era adepta do liberalismo econômico, conjunto de práticas que estimulavam a livre concorrência, e a não interferência do Estado na economia.
A ORIGEM DA MÃO-DE-OBRA INDUSTRIAL: No século 17, o governo inglês realizou os cercamentos. Os novos donos das antigas terras comunais utilizaram-nas para criar ovelhas, atividade que exigia menos trabalhadores do que a agricultura. Pode-se afirmar, portanto, que os cercamentos o desemprego no campo e o êxodo rural.
As massas de desempregados enfrentavam duras condições de vida e leis que recomendavam severas punições aos que fossem apanhados mendigando pelas estradas, acusados de vadiagem, deveriam ser marcados com ferro em brasa ou chicoteados. Com a crescente industrialização do século 18, parte desses desempregados foi absorvida como mão-de-obra assalariada nas fábricas. O filósofo alemão Karl Marx, na obra O Capital, assim descreve as consequências sociais dos cercamentos na Inglaterra: "o povo agrícola primeiro foi expropriado da terra à força, expulso das suas casas, lançado para a vagabundagem, e depois chicoteado, marcado com ferro, torturado por leis grotescamente terríveis, até estar disciplinado para o sistema do trabalho assalariado".
Nas cidades, esses trabalhadores foram constituindo uma nova camada social, o proletáriado, submetida à exploração da burguesia industrial (camada que detinha o capital, as máquinas e as matérias-primas).
Capitalistas x proletários, novas relações sociais: Até a Revolução Industrial, o sistema produtivo era baseado no artesanato doméstico e na manufatura. Nas atividades artesanais, o próprio dono das matérias-primas e das ferramentas de trabalho realiza todas etapas da produção; um tecelão por exemplo, criava e tosquiava suas ovelhas, tecia e tingia a lã, confeccionava mantas e casacos. O preço do produto era determinado por ele, a partir de sua habilidade no ofício, o tempo gasto na produção e do domínio das técnicas.
Com o objetivo de baratear e aumentar a produção, alguns burgueses investiram seu capital em outra maneira de produzir a manufatura.Agora os artesãos de um mesmo ofício passavam a trabalhar para o dono da manufatura, um capitalista, que ficava com a maior parte dos lucros. Cada trabalhador exercia uma tarefa na produção, ou seja, passou a haver a Divisão do Trabalho.
Com a Revolução Industrial, as relações de produção se transformaram. Consolidou-se o trabalho assalariado e aprofundaram-se as desigualdades sociais. O proletariado, composto de ex-camponeses e ex-artesãos, não tinham alternativa senão vender sua força de trabalho à burguesia capitalista, proprietária das fábricas, das matérias-primas, das máquinas e da produção.
Como havia muitos desempregados nas cidades, os capitalistas impuseram condições desumanas. As jornadas de trabalho variavam entre 14 e 16 horas por dia; as instalações das fábricas, mal iluminadas e pouco ventiladas, ficavam praticamente ocupadas pelo maquinário, sem espaço para circulação. O manuseio das máquinas exigia muita atenção, qualquer descuido poderia resultar em graves acidentes, como a mão decepada no tear, o braço esmagado na prensa ou o rosto queimado na fornalha.
Os patrões preferiam empregar mulheres e crianças porque, além de receber salário menor que os homens, tinham mais facilidade para se movimentar nos poucos espaços livres entre as máquinas.
Nas minas de carvão, os mineiros trabalhavam por longos períodos e recebiam baixos salários.Estavam sujeitos a soterramento, a doenças respiratórias por falta de ventilação e por causa da umidade nas galerias subterrâneas.
Assista agora um trecho do filme Germinal, dirigido por Émile Zola que faz uma representação muito boa, sobre as condições de vida dos mineradores na França no período da Revolução Industrial
Fontes: Hitória da riqueza do homen/Leo Huberman; Coleção navegando pela História; O nascimento das fábricas /Edgar de Decca
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BAILE PERFUMADO
Amigo íntimo do Padre Cícero, o mascate libanês Benjamin Abrahão decide filmar Lampião e todo seu bando, pois acredita que este filme o deixará muito rico. Após alguns contatos iniciais ele conversa diretamente com o famoso cangaceiro e expõe sua ideia, mas os sonhos do mascate são prejudicados pela ditadura do Estado Novo.
CONTEXTO HITÓRICO: Estrangeiro jeitoso e falante, Abrahão conheceu logo o Padim Padre Cíço dos cangaceiros e coronéis, e se tornou, com o tempo, nada menos que o seu "secretário para assuntos internacionais". Na louca Juazeiro das fanáticas multidões, passava pela cabeça do Padim Cíço a possibilidade de ter assuntos de "relações exteriores" para tratar.Foi nessa condição que Abrahão tem a sorte de testemunhar, na verdade, as relações conflitadas no próprio sertão, quando, numa clara manhã de Março de 1926, o cangaceiro Lampião e mais 49 cabras da peste entraram na cidade das rezas (Juazeiro do Norte - CE).
CONTEXTO HITÓRICO: Estrangeiro jeitoso e falante, Abrahão conheceu logo o Padim Padre Cíço dos cangaceiros e coronéis, e se tornou, com o tempo, nada menos que o seu "secretário para assuntos internacionais". Na louca Juazeiro das fanáticas multidões, passava pela cabeça do Padim Cíço a possibilidade de ter assuntos de "relações exteriores" para tratar.Foi nessa condição que Abrahão tem a sorte de testemunhar, na verdade, as relações conflitadas no próprio sertão, quando, numa clara manhã de Março de 1926, o cangaceiro Lampião e mais 49 cabras da peste entraram na cidade das rezas (Juazeiro do Norte - CE).
Quero fazer uma observação preste atenção na trilha sonora do filme é muito boa !
Direção: Paulo Caldas e Lírio Ferreira
sábado, 22 de agosto de 2009
IMPERIALISMO:A COMPETIÇÃO ENTRE AS NAÇÕES INDUSTRIAIS

Na segunda metade do século 19 ocorreu a expansão industrial na Europa, especialmente na Inglaterra, na Alemanha e na França. Esse processo foi estimulado pelo desenvolvimento tecnológico do período, visível na descoberta e na utilização da eletricidade e do petróleo como fontes de energia e na criação de matérias-primas e tecidos sintéticos produzidos nas indústrias químicas. Ao mesmo tempo, foram feitos investimentos estatais e privados no setor de transportes, como construção de estradas de ferro, aberturas de portos e canais e, consequentemente, construções de navios a vapor mais rápidos e seguros para facilitar o escoamento da produção e baratear os custos.
Com isso houve a nessecidade de haver regras para extração de matérias-primas, que começou a partir de 1876, quando Leopoldo II, rei da Bélgica,transformou a região africana do Congo em seu domínio pessoal iniciou " a exploração desvairada da região sem nenhuma preocupação com a população local", segundo afirma a Historiadora Laima Mesgravis.
Leopoldo II justificava o controle sobre a região africana com maciça propaganda em que a ação belga era valorizada por ser considerada necessária ao desenvolvimento cultural, econômico e social dos congoleses.
Para facilitar a dominação, uma das estratégias mais utilizadas pelos países imperialistas na África era a de se aproveitar da diversidade cultural da nações africanas e acentuar as rivalidades preexistentes entre elas; ao guerrearem entre sí, as próprias aldeias acabaram provocando um verdadeiro genocídio de povos africanos.
Em troca de apoio político local, os europeus aliavam-se a alguns chefes tribais prometendo-lhes, e a seus povos, benefícios e privilégios em relação às demais nações.
Assim, na maioria das regiões dominadas, a população nativa foi obrigada a se submeter aos desmandos de chefes tribais corrompidos pelos interesses estrangeiros.
Sobre a dominação imperialista no continente africano, o historiador Héctor Bruit fez a seguinte análise: " A África foi, provavelmente, o continente que mais sofreu com a devastadora ação do imperialismo, talvez porque fosse o mais fraco ou , ao contrário como aconteceu em algumas áreas de resistência que opôs significou um esmagamento maior. Em todo caso, foi o único continente a ser dividido sem que se respeitasse a unidade linguística e cultural de seus povos(...)".
Na Ásia,a partilha ampliou os conflitos já existentes entre os países europeus: Inglaterra, França, Alemanha, Holanda e Bélgica, e envolveu também Estados Unidos e Rússia. Caracterizou-se pela exploração de produtos agrícolas e artesanais a baixo custo e pelo interesse em ampliar os mercados consumidores, um vez que os governos locais dificultavam o comércio com os países ocidentais( caso, principalmente, da China e do Japão).
As exigências dos países imperialistas sobre os governos asiáticos consistiam em obter acesso aos portos e ás regiões do interior para desenvolver as relações de comércio internacional. Para isso propunham a construção de ferrovias, estrada de rodagem, e a venda de maquinários ocidentais.
Com isso houve a nessecidade de haver regras para extração de matérias-primas, que começou a partir de 1876, quando Leopoldo II, rei da Bélgica,transformou a região africana do Congo em seu domínio pessoal iniciou " a exploração desvairada da região sem nenhuma preocupação com a população local", segundo afirma a Historiadora Laima Mesgravis.
Leopoldo II justificava o controle sobre a região africana com maciça propaganda em que a ação belga era valorizada por ser considerada necessária ao desenvolvimento cultural, econômico e social dos congoleses.
Para facilitar a dominação, uma das estratégias mais utilizadas pelos países imperialistas na África era a de se aproveitar da diversidade cultural da nações africanas e acentuar as rivalidades preexistentes entre elas; ao guerrearem entre sí, as próprias aldeias acabaram provocando um verdadeiro genocídio de povos africanos.
Em troca de apoio político local, os europeus aliavam-se a alguns chefes tribais prometendo-lhes, e a seus povos, benefícios e privilégios em relação às demais nações.
Assim, na maioria das regiões dominadas, a população nativa foi obrigada a se submeter aos desmandos de chefes tribais corrompidos pelos interesses estrangeiros.
Sobre a dominação imperialista no continente africano, o historiador Héctor Bruit fez a seguinte análise: " A África foi, provavelmente, o continente que mais sofreu com a devastadora ação do imperialismo, talvez porque fosse o mais fraco ou , ao contrário como aconteceu em algumas áreas de resistência que opôs significou um esmagamento maior. Em todo caso, foi o único continente a ser dividido sem que se respeitasse a unidade linguística e cultural de seus povos(...)".
Na Ásia,a partilha ampliou os conflitos já existentes entre os países europeus: Inglaterra, França, Alemanha, Holanda e Bélgica, e envolveu também Estados Unidos e Rússia. Caracterizou-se pela exploração de produtos agrícolas e artesanais a baixo custo e pelo interesse em ampliar os mercados consumidores, um vez que os governos locais dificultavam o comércio com os países ocidentais( caso, principalmente, da China e do Japão).
As exigências dos países imperialistas sobre os governos asiáticos consistiam em obter acesso aos portos e ás regiões do interior para desenvolver as relações de comércio internacional. Para isso propunham a construção de ferrovias, estrada de rodagem, e a venda de maquinários ocidentais.
A Índia e a China foram os países asiáticos que mais despertaram a cobiça estrangeira. A Índia esteve sob domínio britânico entre 1750 e 1947: inicialmente com governo próprio e como aliada econômica; a partir de 1876, como possessão oficial, o que na prática representou a perda da autonomia política (a rainha Vitória, da Inglaterra, chegou a ser coroada imperatriz da Índia, assim como seu sucessor Eduardo VII).
Na China era disputada pro diversos países porque representava significativo mercado consumidor (estimativa apontam para uma população de 500 milhões de habitantes no final do século 19) e por ser considerado um vasto território para investimentos em transportes e indutrialização.
Uma das estratégias para vencer o governo chinês foi estimular entre a população o consumo generalizado de ópio, droga extraída da papoula e utilizada no país para fins medicinais. O produto vinha da Índia e era revendido por comerciantes ingleses; a crescente dependência química da população chinesa provocou a proibição do uso da droga que era contranbandeada pelos ingleses. Como a medida contrariava os interesses econômicos da Inglaterra , em 1840 foi declarada a Guerra do Ópio, que se prolongaria em sucessivas etapas por quase vinte anos e acabaria envolvendo outros países, como França e Estados Unidos. Isso pode ser comprovado com um documento oficial proveniente do governo da rainha Vitória, citado pelo historiador Panikkar:
"Quando vemos que a cultura do ópio nos territórios da Companhia das Índias Orientais é um monopólio estrito, que a droga é vendida pelo governo da Índia nos mercados públicos e que sua destinação é tão conhecida que em 1837 o conselho diretor das Índias Orientais prometeu publicamente grandes prêmios aos navios que se dirigissem à China naquele ano quando constatamos que as comissões da Câmara dos lordes e da Câmara dos comuns interessaram-se minuciosamente pela cultura do ópio, pelo total de rendas que ela trazia à Índia, e que, sabendo perfeitamente qual seria sua destinação final, hesitariam em concluir que parecia conveniente abandonar uma fonte de renda tão importante... Quando, ainda mais, sabemos que o Ministério da Índia, presidido por um membro do gabinete, controla completamente a Companhia das Índias Orientais e tem toda liberdade de impedir o que ela não aprova, devemos confessar que seria mais injusto lançar a censura ou o desprezo ligados ao comércio do ópio sobre os mercadores cuja atividade tinha a sanção direta e indireta das mais altas autoridades".
De acordo com o historiador Nicolau Sevcenko, o imperialismo representou"(...)um avanço acelerado sobre as sociedades tradicionais, de economia agrícola, que se viram tomadas rapidamente pelos rítmos mais dinâmicos da industrialização europeia, norte americana e, em breve japonesa. Não bastava entretanto, às potências incorporar essas novas áreas às suas possessões territoriais; era necessário transformar o modo de vida das sociedades tradicionais, de modo a introduzir-lhes os hábitos e práticas de produção e consumo conformes ao novo padrão da economia de base científico-tecnológica. Foram essas tentativas de mudar as sociedades, sua culturas e costumes seculares, que desestabilizaram suas estruturas tradicionais, causando uma série de revoltas, levantes e guerras regionais contra o invasor europeu e seus aliados locais, entre a metade do século 19 e o início do século 20".
A partilha da África e da Ásia acentuou as rivalidades entre as potências econômicas da época, constituindo uma das causas da primeira guerra mundial(1914-1918).Além disso, representou o massacre cultural dos povos colonizados, a exploração desmedida dos recursos naturais e o esfacelamento dos governos locais.
De acordo com o historiador Nicolau Sevcenko, o imperialismo representou"(...)um avanço acelerado sobre as sociedades tradicionais, de economia agrícola, que se viram tomadas rapidamente pelos rítmos mais dinâmicos da industrialização europeia, norte americana e, em breve japonesa. Não bastava entretanto, às potências incorporar essas novas áreas às suas possessões territoriais; era necessário transformar o modo de vida das sociedades tradicionais, de modo a introduzir-lhes os hábitos e práticas de produção e consumo conformes ao novo padrão da economia de base científico-tecnológica. Foram essas tentativas de mudar as sociedades, sua culturas e costumes seculares, que desestabilizaram suas estruturas tradicionais, causando uma série de revoltas, levantes e guerras regionais contra o invasor europeu e seus aliados locais, entre a metade do século 19 e o início do século 20".
A partilha da África e da Ásia acentuou as rivalidades entre as potências econômicas da época, constituindo uma das causas da primeira guerra mundial(1914-1918).Além disso, representou o massacre cultural dos povos colonizados, a exploração desmedida dos recursos naturais e o esfacelamento dos governos locais.
Fontes: A Era dos Impérios/Eric j. Hobsbawm; Coleção Navegando pela Hitória; A dominação ocidental na Ásia do século 15 aos nossos dias/K. M. Panikkar
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009
ESPECTREMAN
Esse seriado era muito louco! Ele falava da contaminação do meio ambiente feita pelas industrias nas grandes cidades, no caso Tóquio, através de lixos tóxicos e radioativos. E por causa de todo esse lixo, todas as criaturas sofriam mutações horríveis virando um monstro gigantesco. Mas não tema pelas nossas cagadas ambientais, chegava sempre o paladino da justiça o Espectreman para nos salvar.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
MINA DO CHICO REI OURO PRETO (MG)
Essa era a situação dos escravos no período do ouro no Brasil, entrava na mina antes do sol nascer, e sai quando anoitecia. Não sabia o que acontecia na superfície. se estava chovendo, fazendo frio ou calor. Sem contar que não era bonitinho assim como vocês estão vendo com luz elétrica, mas iluminado com tochas que no caso deveria deixar o clima muito mais claustrofóbico, bem diferente das versões romãnticas dos livros de história.
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